Glúten – Um Inimigo Silencioso!

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Glúten – Um inimigo silencioso!

Sabias que a maioria dos alimentos processados contém glúten?

Sabias que o glúten não é apenas inimigo dos celíacos?

Conheçe as 10 razões, pelas quais deves excluir o glúten da tua alimentação!

Para a maioria de vocês, certamente não é novidade ouvir falar em Doença Celíaca…

Esta doença foi descrita pela 1ª vez, pelo Dr. Samuel Gee em 1888 e é uma doença que afeta o intestino e que se manifesta pelo aparecimento de diarreia crónica, cólicas, distensão abdominal, perda de peso, anemia, entre muitos outros sintomas.

O motivo é a existência de intolerância ao glúten(1)!

Algumas pessoas são intolerantes ou sensíveis ao glúten, sem o saberem!

O que a maioria não sabe é que, mesmo aqueles que não sofrem desta intolerância ou sensibilidade sofrem danos no seu organismo ao consumirem esta proteína.

O glúten não existe na natureza! Ele forma-se durante o processo de fazer o alimento!

As prolaminas existem em diversos cereais, como no trigo (gliadina), cevada (hordeína) e centeio (secalina) e quando se misturam com água e sofrem agitação, dão origem ao glúten.

O que é o glúten?

O glúten é uma proteína, que apenas está presente nos grãos dos cereais, não estando presente nas folhas.

Como qualquer proteína, ela é quebrada no processo de digestão e absorvida na forma de aminoácidos (aa).

Afinal, se é uma proteína como tantas outras, o que a torna diferente e prejudicial?

O glúten é uma proteína muito difícil de ser digerida, aliás esta proteína não consegue ser totalmente digerida, o que faz com que no final da digestão ainda permaneçam moléculas grandes que não conseguiram ser totalmente digeridas.

Quando isto acontece, ocorre permeabilidade intestinal, ou seja, o intestino deixa passar proteínas que não deveriam passar.

Além disso, as próprias vilosidades intestinais ficam comprometidas.

O que acontece quando comemos glúten?

Quando ingeres alimentos com glúten, ocorre uma híper-permeabilidade intestinal.

Como esta proteína (glúten) não é totalmente digerida, algumas moléculas passam diretamente para a corrente sanguínea, o que não deveria acontecer.

O teu organismo não reconhece tais moléculas, deteta-as como corpos estranhos e o sistema imunitário reage e  inicia a produção de anticorpos para as eliminar.

Paralelamente, a tiroglobulina, uma hormona usada no metabolismo da tiroide, apresenta uma sequência de aminoácidos, semelhante ao glúten (proteína).

Esta infeliz semelhança leva os anticorpos que foram produzidos, a atacarem a tiróide na expetativa de eliminar o que pensam ser glúten.

Esta situação conduz a uma doença autoimune, conhecida por Tiroidite de Hashimoto.

Assim como esta, várias outras desordens são despoletadas, mesmo em organismos de pessoas que não são Celíacas (intolerantes ao glúten).

O consumo de alimentos com glúten conduz à libertação de endorfinas, que te fazem sentir sempre vontade de comer tais alimentos… É como se ficásses dependente de glúten, sem te aperceberes!

O que mudou?

Os nossos ancestrais tinham uma alimentação composta por 75% de gordura, 20 % de proteína e 5% de hidratos de carbono.

A pequena percentagem de hidratos de carbono que ingeriam eram naturais, provenientes de frutas, vegetais, raízes e tubérculos.

Atualmente, a alimentação da maioria da população é composta por 20% de gordura (lipidofobia), 20% de proteínas e 60% hidratos de carbono, maioritariamente processados.

O trigo de hoje, nada tem a ver com o trigo da época de Jesus Cristo!

O trigo foi cultivado durante séculos, sem causar problemas de saúde, mas nos últimos 30-50 anos as coisas mudaram…

As alterações genéticas do trigo, especialmente focadas para aumentar a sua produção e a sua resistência a pragas, levou a que a quantidade de glúten  presente, aumentasse cerca de 400%.

O teu organismo não está, geneticamente, preparado para isso e é por esse motivo que mesmo que não sejas intolerantes ao glúten, o seu consumo regular trará consequências graves para a saúde, muitas delas silenciosas!

O Homem caçava, pescava e comia frutos silvestres. Os grãos passaram a fazer parte da sua dieta, há cerca de 10 mil anos atrás!

Cerca de 69% dos Americanos têm algum tipo de dificuldade digestiva, o que te prova que os 10 mil anos não foram suficientes para te adaptares aos grãos…

O nosso ADN não está preparado para grãos, muito menos para grãos geneticamente modificados e com teores monstruosos de glúten!

O glúten está longe de ser um alimento e bem perto de ser um veneno, capaz de te provocar graves distúrbios!

Um inimigo escondido por toda a parte…

Podes pensar que só comes um pãozinho por dia e que por isso és um fraco consumidor(a) de glúten!

Será?

Estou convencida que, mesmo sem te aperceberes, consomes, diariamente, grandes quantidades desta proteína, que faz parte da alimentação da grande maioria das pessoas.

O glúten está dissimulado, mas presente na maioria dos alimentos processados, tais como:

pães, bolos, bolachas, biscoitos, pizas, massas, refeições pré-cozinhadas, cerveja e uma vasta panóplia de tantos outros alimentos processados que enchem a tua despensa e fazem parte do teu dia-a-dia!

Começa a prestar mais atenção quando vais às compras e lê os rótulos…Vais perceber que a maioria dos alimentos processados contém glúten na sua composição.

O ideal é comprar cada vez mais produtos sem rótulo, ou seja, alimentos naturais!

O que deves fazer é “manter a ordem, em vez de tratar da desordem”.

Acredita que muitos dos problemas de saúde que te vão surgindo ao longo da vida se relacionam com aquilo que comes.

Aliás, a saúde e a doença começam no intestino, por isso uma pessoa com um intestino saudável, tem sempre mais saúde!

Glúten, uma causa escondida para várias doenças!

O glúten provoca várias desordens, que se manifestam, especialmente, a nível intestinal, como diarreia crónica, por exemplo.

No entanto, existem outras doenças que tem correlação com o consumo de glúten, tais como:

enxaqueca, deficit de atenção e hiperatividade e diversas doenças auto imunes, como artrite reumatóide, Tiroidite de Hashimoto, retocolite ulcerativa e esclerose múltipla.

A seguir segue-se uma lista dos principais distúrbios associados ao consumo de glúten:

♦ Aumento de peso;

♦ Anemia;

♦ Alterações de humor – agressividade;

♦ Alterações na memória;

♦ Alterações na capacidade cognitiva, pois o cérebro é particularmente sensível ao glúten;

♦ Deficit de atenção / Hiperatividade;

♦ Alterações no desempenho físico;

♦ Tremores;

♦ Enxaqueca ou cefaleias;

♦ Dores articulares;

♦ Arritmia cardíaca;

♦ Cancro;

♦ Infertilidade, tanto no homem como na mulher.

Quão difícil é deixar de consumir glúten?

Eu sei que não queres deixar de comer o teu pãozinho, as tuas bolachinhas, … Mas não precisas deixar de o fazer! Se és guloso(a) podes continuar a sê-lo…

Só precisas de ser tu mesmo(a) a preparems o teu pão, as tuas bolachas, os teus bolinhos ou até a tua piza favorita

Basta substituíres alguns ingredientes, principalmente, a farinha tradicional com glúten, por outras alternativas, sem glúten e muito mais saudáveis.

Por isso, não é difícil deixar de ingerir alimentos com glúten

O que acontece é que para a maioria é inconveniente fazê-lo, já que é muito mais prático retirar produtos processados das prateleiras dos hipermercados, ao invés de seres tu próprio a preparar tudo aquilo que comes, com ingredientes escolhidos por ti!

A vida é feita de opções… Se queres ser saudável e prevenir o aparecimento de inúmeras doenças, não podes ficar de braços cruzados.

Não podes fingir que está tudo bem, quando não está…Tens que ser tu a confecionar as tuas refeições, tendo o cuidado de selecionar muito bem aquilo que compras!

Como disse o Dr. William Davis, Cardiologista norte-americano e autor do livro “Sem Trigo, Sem Barriga”, “deixar o trigo é libertador, não limitador”.

Conclusão

– Não há um humano que o consuma, que não venha a ter consequências futuras, mas isso dependerá, obviamente do grau de sensibilidade de cada um!

– As melhoras cognitivas e comportamentais são significativas após 6 meses seguindo uma dieta sem glúten!

– O glúten provoca problemas na mucosa intestinal, que pode comprometer a integridade da barreira intestinal, conduzindo ao aumento de reações do sistema imunitário, o que se traduz numa sobrecarga do mesmo.

A longo prazo, toda a homeostasia do organismo fica comprometida, havendo mais dificuldade em combater determinadas doenças.

“Eu vivo num universo abundante, tenho o suficiente e sobra.” (Lair Ribeiro)

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