Dificuldade em emagrecer – 7 razões para isso acontecer!

Carlos e Carla Magros1. Consumo elevado de calorias

Para emagrecer, a primeira regra a seguir é: comer menos, ou seja, fazer restrição calórica.

Não pensem que podem ingerir a quantidade de alimentos que desejarem bastando retirar os hidratos de carbono da alimentação diária, pois isso trata-se apenas de um mito!

Ao retirarmos da nossa dieta alimentar, a grande maioria dos hidratos de carbono, principalmente os que são processados, certamente conseguiremos emagrecer, mas apenas  até um determinado limite de peso corporal.

O número de quilos perdidos inicialmente, depende muito da vossa percentagem de gordura. Assim uma pessoa com uma percentagem de gordura corporal mais elevada e que faça uma alimentação incorreta, perderá mais  e mais rapidamente peso, que uma pessoa que possua uma percentagem de gordura corporal inferior e que se alimente de forma mais saudável. Posteriormente, o que acontece é que, depois de perderem os primeiros quilos, que na sua maioria se devem a uma retenção de líquidos acumulados e que são eliminados, vão deixar de conseguir perder peso com tanta facilidade.

Nessa altura é necessário fazer restrição calórica, porque se consumirem a mesma quantidade de calorias que gastam, não vão conseguir continuar a emagrecer. Pensem num exemplo prático: se gastarem mais dinheiro que o que vos é permitido, o resultado  final é o emagrecimento da  vossa conta bancária. Algo semelhante ocorre no nosso organismo, quando gastamos mais do que consumimos!

Aproveito para alertar, que para fazer restrição calórica é necessário muita disciplina, determinação e força de vontade, mas sem essas qualidades, dificilmente irão atingir qualquer objetivo na vida!

Uma alternativa para quem tenha dificuldade em fazer restrição calórica é utilizar o jejum intermitente, tema este que abordei num artigo anterior.

  1. Perseguir as dietas da “moda”

Normalmente as pessoas seguem as dietas que se encontram na moda e que anunciam grandes perdas de peso, num curto espaço de tempo e sem sacrifícios. Realmente, o mundo seria maravilhoso se conseguíssemos atingir todos os nossos objetivos rapidamente, sem esforço, nem dedicação. Mas sabemos que a realidade é mais dura que isso!

Quando me perguntam quanto tempo é necessário para se conseguir perder 10 ou 15 quilos, eu respondo sarcasticamente: “Para aumentarem 10 kg de peso corporal, quantos anos cometeram erros? … quantos anos comeram mal e sem praticarem qualquer tipo de exercício físico?”. Então o tempo necessário para conseguirem emagrecer, deverá ser diretamente proporcional ao tempo que levaram a cometer erros e aumentarem de peso.

No entanto, posso dar-vos uma boa notícia, pois com o regime alimentar que sigo, conseguem-se perdas de peso entre 10 a 12 quilos em apenas 2 meses. Mas isso dependerá obviamente da percentagem de gordura corporal, da dedicação e da disciplina de cada pessoa. Não esperem que seja fácil, pois é necessário algum sacrifício e disciplina, principalmente para aqueles que são totalmente desregrados, em termos de alimentação. Mas retomando a ideia de há pouco, conseguir perder 10 a 12 kg em aproximadamente 2 meses, quando se levaram anos a cometer erros, merece um grande LOUVOR!

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  1. Restringir o consumo de gorduras e aumentar o consumo de hidratos de carbono

Neste momento, a raça humana pode ser considerada como uma raça de “carboólicos e gordurofóbicos ou seja, os seres humanos, na sua grande maioria, estão completamente dependentes de hidratos de carbono e repugnam totalmente as gorduras.

A verdade é que Os “grãos modernos” estão a destruir o cérebro e o corpo do Homem, provocando cada vez mais doenças na Humanidade.

Quando falo em “grãos modernos”, refiro-me há maioria das farinhas (trigo, cevada e centeio), massas e arroz refinados, cereais matinais, trigo integral, grãos integrais, entre outros.

A maioria das teorias que defendo, fogem das ideias preconcebidas e já enraizadas, afastando-se plenamente dos interesses de grandes Empresas como o caso da Indústria Farmacêutica e da Indústria Alimentar.

A maior mudança na nossa dieta alimentar ocorreu nos últimos 100 anos, em que passámos de uma dieta rica em gordura e pobre em hidratos de carbono, para uma dieta rica em hidratos de carbono e pobre em gordura. Foi então, que começou a grande epidemia de doenças atuais.

Se melhorarmos a nossa saúde geral, o excesso de gordura corporal que possuímos, começará automaticamente, a desaparecer.

O consumo de gordura numa dieta equilibrada, não é sinónimo de  mais gordura corporal. Como indicam vários estudos atuais, esse conceito está completamente desatualizado. Além disso, a gordura saturada possui níveis maiores de colesterol, que é extremamente importante para estimular o mecanismo hormonal, aumentando a testosterona nos homens e o estrogénio nas mulheres. Enquanto as nossas hormonas funcionarem bem, não engordaremos. A título de exemplo, posso referir uma situação que a maioria conhece, e que diz respeito aos animais que são castrados ou esterilizados. A maioria desses animais, normalmente engordam, pois ficam com o seu sistema hormonal comprometido. Com os humanos passa-se exatamente o mesmo!

  1. Dormir pouco

De acordo com estudos recentes, a falta de horas de sono provoca o aumento de peso e de gordura corporal.

Quanto mais horas passamos acordados, mais calorias necessitamos consumir. A acrescentar a esta situação está o facto de que, muitas vezes verificamos a existência duma maior compulsão alimentar, quando estamos muitas horas em frente à TV ou ao PC, horas essas que deveríamos aproveitar para dormir.

Durante as horas de sono, o nosso organismo realiza funções muito  importantes, tais como: fortalecer o nosso sistema imunológico, produzir e libertar hormonas (hormona do crescimento, insulina e outros), consolidar a memória, relaxar e descansar toda a musculatura, entre muitas outras, que se traduzem no melhoramento da nossa qualidade de vida e no aumento da longevidade.

  1. Consumir alimentos rotulados de “diet”

Os alimentos com o rótulo “diet” engordam, contrariamente ao que poderiam pensar. Estes alimentos estão, na sua maioria, repletos de óleos vegetais hidrogenados (gordura transformada), diminuindo a nossa saúde e favorecendo o aumento de gordura corporal “mórbida”.

As margarinas light, os refrigerantes com zero açúcares (possuem aspartame ou edulcorantes na sua constituição), os bolinhos e bolachas light, os cereais ou iogurtes rotulados que “melhoram a saúde cardíaca”, o leite magro e muitos outros, não são considerados comida. Melhor dizendo já foram comida, antes de serem quimicamente processados e transformados e de lhes ter sido retirado todo o seu valor nutricional. O meu conselho é que optem por comer comidas verdadeiras, ou seja, procurem alimentos que se encontrem na natureza, os chamados alimentos funcionais, com alto valor nutritivo e evitem a todo o custo alimentos que já tenham sido processados.

  1. Consumir alimentos de baixo valor calórico

É um grande erro consumir alimentos com baixo valor calórico para emagrecer, já que esse tipo de alimentos nunca vos dará a sensação de saciedade. O que acontece é que se consumirmos alimentos de baixo valor calórico, iremos com certeza passar os dias a “beliscar” comida, porque continuaremos a sentir fome, o que além de não ser benéfico para a saúde, vai acabar por aumentar a quantidade de calorias ingeridas diariamente. Devemos consumir alimentos de elevado valor nutricional, ou seja, nutricionalmente densos e fazer menos refeições diárias.

  1. Comer várias vezes ao dia

Os nossos antepassados, não comiam de 3 em 3 horas, como se apregoa atualmente. Eles, apenas comiam quando lhes era possível obter alimentos, que eles próprios procuravam. Este comportamento manteve-se durante milhões de anos e nem assim a raça humana se extinguiu.

Atualmente existem vários estudos confirmados, que demonstram os vários benefícios associados ao jejum.

Comer de 3 em 3 horas é um comportamento apoiado pela maioria dos médicos e dos nutricionistas, sendo seguido por grande parte das pessoas que seguem um determinado tipo de dieta. No entanto, este comportamento alimentar apenas beneficia a indústria alimentar e é por isso, que atualmente é tão defendido.

Na minha opinião o processo  de digestão completa, não se refere apenas às horas em que os alimentos permanecem no estômago a serem digeridos. A digestão completa demora bastante mais tempo, uma vez que os alimentos permanecem durante 3 horas no estômago, depois seguem-se mais 2 horas para que os nutrientes sejam absorvidos e enviados para a corrente sanguínea e por fim outras 2 horas para se excretarem todas as toxinas geradas, ou seja, só ao fim de 7 horas é que todo o processo da digestão estará completo.

Se estivermos constantemente a comer, o nosso organismo estará continuamente a fazer processos de digestão sem parar, como uma máquina que trabalha continuamente, sem momentos de pausa.

O jejum contribui para promover a limpeza celular (autofagia). Por isso, sugiro que comam 2 ou 3 vezes ao dia, que certamente será mais proveitoso, tanto para uma maior perda de peso, como para uma melhoria notável da vossa saúde geral!

A minha conclusão é que não existe nenhum segredo para emagrecer, ao contrário do que muitos possam pensar e muito menos acredito na existência de dietas milagrosas.

Comam como um guerreiro, ingerindo carne, peixe, ovos, marisco, vegetais e fruta. Não precisam de grandes invenções, não precisam complicar o que é fácil e que está ao alcance de todos… Basta apenas, comer verdadeiramente!

Termino com uma citação: “ Diz-me o que comes, dir-te-ei as manhas que tens” (Ramalho Ortigão)

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