Dar Luz Verde à Carne Vermelha – Vantagens do Consumo de Carne Vermelha

Vantagens da Carne VermelhaO estudo da OMS…

A OMS (Organização Mundial de Saúde) considerou as carnes processadas, como cancerígenas, e a carne vermelha, como provavelmente cancerígena.

Na minha opinião não considero o estudo declarado pela OMS, um estudo randomizado, tratando-se sim, de um estudo meramente observacional e de associação.

O estudo indica, que por cada 50g de carne vermelha consumida, o risco de contrair cancro cólon retal (cancro do intestino), aumenta em 18%.

Como se trata de um estudo epidemiológico observacional, este é baseado em inquéritos, nos quais uma amostra selecionada de pessoas são questionadas acerca da quantidade de carne vermelha que consomem durante a semana, durante o mês ou durante um ano. Todos percebemos que é perfeitamente normal que as respostas dadas, contenham dados errados. Afinal de contas, as pessoas questionadas, nem sempre se lembram com rigor do que comeram no dia anterior ou na semana passada, e muito menos ainda do que comeram durante o mês anterior ou ao longo do ano.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revê e seleciona artigos, que considera importantes e que foram publicados em jornais e revistas científicas por investigadores, muitos deles baseados em questionários dietéticos.

Esses questionários, não possuem precisão suficiente para comprovar que, por cada 50g de carne vermelha, mesmo sendo ela processada, teremos aumentos na ordem dos 18% de probabilidade de vir a desenvolver cancro do intestino.

Considero importante salientar, que falam em PROBABILIDADE e não em certeza e saliento ainda a existência de 2 erros:

  1. Não existe uma diferenciação entre carne vermelha e carne vermelha processada. Se consumirmos carne vermelha proveniente de um talho da nossa confiança, que não esteja embalada nem repleta de conservantes, esta não representa qualquer tipo de risco ou de transtorno à nossa saúde. O mesmo não acontece, se consumirmos carne vermelha processada e embalada, onde constam listas extensas de conservantes.
  2. Na amostra de pessoas submetidas ao inquérito, não é levado em consideração, todos os outros alimentos que fazem parte da sua dieta alimentar. Desta forma ao não sabermos, que outros alimentos fazem parte do seu regime alimentar, não ficamos esclarecidos se este grupo de pessoas, fazem ou não uma dieta alimentar equilibrada e saudável. Também desconhecemos se consomem regularmente, alimentos processados que contribuem para lhes prejudicar gravemente a saúde. Para acrescentar, neste tipo de estudo, não foram analisados os alimentos que acompanharam o consumo de carnes vermelhas ou até mesmo de carnes processadas. Como podemos então, atribuir as “culpas” apenas à carne vermelha? Por exemplo, é bastante comum que o consumo de carnes processadas industrialmente, tais como hambúrgueres, cachorros quentes ou enchidos, tenham como acompanhamento: pão branco, refrigerantes, batatas, fritas em óleos vegetais repletos de gorduras transformadas, e que por isso possam estar na origem de diversos problemas de saúde. Então, facilmente podemos deduzir, que a culpa não é exclusivamente da carne vermelha, mas principalmente dos acompanhamentos que lhe associamos.

O papel da comunicação social…

Atualmente, a comunicação social defende e anuncia o combate ao consumo de carnes vermelhas. Perante esta situação, parece fácil deduzir que as pessoas mais atentas, se mostrem mais cuidadosas e preocupadas com a sua alimentação e saúde em geral, e que por isso optem por evitar o consumo de carnes vermelhas.

Assim o consumo de carnes vermelhas parece ficar restrito a todos aqueles que se mostram mais despreocupados com a sua alimentação.

“Uma coisa leva a outra”, e portanto é comum verificar-se que os maiores consumidores de carnes vermelhas ou processadas (enchidos), ao serem mais despreocupados com o seu regime alimentar, sejam pessoas: menos ativas, com um IMC (índice de massa corporal) mais elevado, muitas serão fumadoras e muitas farão um consumo regular de doces, o que faz com que, provavelmente muitas delas sejam diabéticas.

Mas tudo isto faz da carne vermelha apenas um marcador para a saúde e não a causa de cancro. Realço que apenas considero a carne vermelha, um marcador de saúde.

Toda a nossa cultura demoniza a carne vermelha e toda a polémica gerada em relação ao seu consumo, leva-nos a acreditar que este fica restrito a um grupo de pessoas mais despreocupadas, menos cumpridoras das regras culturais, mais irresponsáveis e menos equilibradas, em relação ao consumo de alguns alimentos, potencialmente prejudiciais à sua saúde.

Sendo assim é fácil associar a carne vermelha a diversos problemas de saúde, já que quem a consome em grandes quantidades, também é menos cuidadoso, relativamente ao consumo de outros produtos alimentares, e da saúde em geral.

Afinal, o que significa carne processada?

A OMS descreveu a carne processada como toda a “carne que tenha sido transformada através de salga, cura, fermentação, fumada ou mediante o uso de outros processos que contribuam para melhorar a sua preservação”.

Mas existem grandes diferenças entre a carne processada comprada nos hipermercados e a que se pode adquirir em talhos ou produtores artesanais:

A carne processada, nomeadamente quando se tratam de enchidos, comprada nos hipermercados, possui na sua constituição vários conservantes artificiais, entre os quais constam nitritos e nitratos;

A carne processada que podemos adquirir em talhos da nossa confiança ou em produtores artesanais é confecionada de modo tradicional, recorrendo aos mesmos processos que foram utilizados durante anos para preservar as carnes, já que não existiam outras formas de as conservar.

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Consumir ou não consumir, carne vermelha?

A comunidade Paleo que segue uma alimentação elevada em gorduras boas saudáveis e baixa em hidratos de carbono processados, consome carne vermelha sem qualquer consequência para a saúde, beneficiando ainda das inúmeras vantagens associadas ao seu consumo, nomeadamente no que respeita a minerais essenciais.

Ao consumirmos carne vermelha orgânica, proveniente de animais alimentados a pasto ou, esporadicamente enchidos de fabrico artesanal, obteremos benefícios bem maiores que se consumirmos enchidos embalados, repletos de conservantes ou carne de animais confinados, alimentados com rações feitas à base de farinhas e de cereais.

As pessoas que ingerem carnes vermelhas, integradas numa Dieta Paleolítica, que praticam exercício físico, são magras, tem um IMC normal e não fumam, certamente, não vão manifestar os mesmos problemas de saúde, quando comparadas com aquelas que fazem totalmente o oposto.

Na minha opinião, associar o cancro cólon retal, uma doença moderna, com o consumo de carne vermelha, que foi o alimento base dos nossos antepassados, durante milhões de anos, é uma completa estupidez.

Isso significaria por em causa a nossa evolução durante 2,5 milhões de anos.

Um exemplo concreto…

Existem várias tribos indígenas, que consomem grandes quantidades de carne vermelha, proveniente dos animais que caçam. Nestas tribos não existem registos de mortes por cancro, diabetes ou doenças cardiovasculares.

A carne vermelha possui gorduras, proteínas, vitaminas e minerais, que são essenciais à nossa saúde e sobrevivência.

A importância de um estudo randomizado… 

Num estudo randomizado seriam escolhidos 2 grupos de pessoas: um dos grupos consumiria carne vermelha e o outro não, durante um determinado período de tempo. Durante esse período de tempo, todos os outros alimentos que fariam parte do regime alimentar de ambos os grupos, seriam exatamente os mesmos e ambos os grupos seguiriam também um estilo de vida idêntico.

Este seria o procedimento correto para elaborar um estudo randomizado, para que se pudesse relacionar o consumo de carne vermelha, com eventuais doenças que viessem a ser detetadas durante o período do estudo.

Também seria imprescindível, que os investigadores participantes do estudo trabalhassem com “amostras cegas”, o que quer dizer que não saberiam qual dos 2 grupos consumia carne vermelha. Desta forma, assegurava-se a isenção e a imparcialidade dos investigadores, no decorrer do estudo, que se revela imprescindível na obtenção de resultados fidedignos.

É por isso que, pessoalmente, não confio em estudos meramente observacionais, que simplesmente correlacionam uma causa com um efeito. Acredito sim, em estudos randomizados e confirmados clinicamente.

Por exemplo, na Austrália, foi efetuado um estudo observacional que relacionava o consumo de gelados com o aumento do número de mortes, por ataques de tubarões.

As estatísticas apontam que o estudo está correto, já que existe uma relação entre o consumo de gelados e o aumento do número de mortes por ataques de tubarões.

Mas os gelados seriam apenas um marcador e não uma causa, ou seja, neste estudo existe uma variável oculta, o calor. Quanto mais calor se fazia sentir, maior era o consumo de gelados e maior era o número de vezes que as pessoas tomavam banhos no mar, logo, maior era o número de ataques de tubarões a banhistas.

Este estudo constituiu manchetes nos jornais e revistas, o que naturalmente provocou bastante preocupação na maioria das pessoas, que tentaram perceber a causa da ocorrência dum maior número de ataques de tubarões, se consumissem gelados.

Este estudo apenas demonstrou uma relação e não a causa dos ataques de tubarões, já que o consumo de gelados não é o motivo principal desta ocorrência.

Facilmente podemos extrapolar este estudo para o consumo de carne vermelha e o provável aumento na incidência de cancro. Mas tal como no exemplo anterior, a carne vermelha é apenas um marcador para a saúde e não a causa de cancro.

As vantagens da carne vermelha:

Existem estudos clínicos comprovados, que indicam várias vantagens associadas ao consumo de carne vermelha, mas como tudo na vida, os estudos também seguem uma hierarquia. E adivinhem quem está no topo da hierarquia? A OMS (Organização Mundial de Saúde).

Muitos dos estudos observacionais, em relação a carnes vermelhas, gordura saturada, ovos, sal, café, entre outros, já foram refutados e substituídos por novos estudos randomizados, mas que ainda não foram devidamente divulgados.

Penso que estava na altura, dos governos declararem que estão errados e de mudarem as suas pirâmides alimentares, assim como fez a Suécia.

Estudos epidemiológicos, apenas servem para levantar hipóteses, sendo completamente refutados a partir do momento, em que são feitos estudos clínicos, randomizados, que abordam o mesmo tema, mas com resultados diferentes.

Os estudos epidemiológicos são importantes nalguns casos, já que não seria ético, nem humano, submeter um grupo de pessoas a qualquer substância, suscetível de vir a desenvolver células cancerígenas. Em estudos idênticos a este, os ensaios clínicos não são permitidos, e portanto devem ser realizados estudos epidemiológicos.

No caso específico da carne vermelha, existem vários estudos clínicos, que indicam os seus benefícios. O único problema em relação ao seu consumo é a forma como  a preparamos, na nossa cozinha.

Se fritarmos a carne coberta de pão ralado, ou se a grelharmos até que fique muito bem passada, pode ocorrer uma mutação, chamada Heterocyclic amines, que pode aumentar a suscetibilidade de contrair cancro. As pesquisas ainda não são conclusivas, mas o melhor é utilizar métodos de preparação, que deixem a carne mais mal passada e que evitem utilizar frituras a elevadas temperaturas.

Aconselho a darem luz verde à carne vermelha, e ainda a barrarem a vossa costeletazinha de porco, ou de vitela com um pouco de manteiga pura e uma pitada de sal marinho não refinado.

Desfrutem deste pitéu e sigam a Dieta Paleo, pois poderão usufruir de uma saúde de ferro e ainda com o efeito secundário de verem a vossa balança com menos dígitos.

Comam carne, de qualquer tipo, como faziam os nossos antepassados e sigam uma dieta baseada na nossa evolução durante 2,5 milhões de anos, muito anterior à revolução agrícola e industrial, a partir das quais apareceram então novos alimentos.

Desde que sigo a Dieta Paleo, aumentei o consumo de carnes vermelhas, no entanto os resultados das minhas análises clínicas estão cada vez melhores, já para não falar que consegui triplicar a minha testosterona. O aumento da testosterona deve-se, em grande parte, ao consumo de gordura saturada, zinco e a uma grande quantidade de vitaminas do complexo B, presentes na carne vermelha!

Mais uma vez vos digo, saboreiem um bom prato de carne com vegetais ou salada, acompanhada com ovos e um copo de água ou de vinho tinto e serão saudáveis para o resto da vida.

Espero que tenha conseguido desmistificar, o que há alguns anos atrás e atualmente foi conseguido, demonizar a carne vermelha!

O meu lema é: Comer como um guerreiro!

Termino com uma citação: “O melhor tempero da comida é a fome”. (Cicero)

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4 comentários a “Dar Luz Verde à Carne Vermelha – Vantagens do Consumo de Carne Vermelha

  1. Estou completamente de acordo com a ingestão das carnes vermelhas, prático a dieta do paleolitico e ingiro grandes quantidades de carnes vermelhas e até a data está tudo bem, até melhorei os valores das análises….

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