Açafrão – Uma especiaria esquecida mas com poderes medicinais!

AçafrãoAcreditam no poder medicinal de algumas plantas?

Acreditam na cura através de plantas naturais?

Consideram possível a existência de plantas que atuam como verdadeiros medicamentos?

Se a vossa resposta foi “NÃO”, continuem a ler este artigo, porque vou provar-vos o contrário!

No passado, eu tinha muita dificuldade em acreditar tanto no poder curativo das plantas naturais, como nas impressionantes propriedades dos alimentos funcionais.

Atualmente sou fiel seguidor de uma nutrição adequada, composta por alimentos saudáveis e funcionais e por plantas naturais, como forma de substituir, sempre que possível, os habituais fármacos.

Os seguidores do blog já me conhecem e sabem que gosto de pesquisar novos estudos científicos sobre alimentação, treino e saúde. Numa das muitas pesquisas que faço, deparei-me com uma planta, que apresenta poderes medicinais, comprovados cientificamente… Trata-se do AÇAFRÃO, uma especiaria esquecida por muitos, mas com inúmeros benefícios, que vale a pena conhecerem!

Em termos científicos, trata-se de uma planta herbácea, que está classificada como Curcuma longa, pertence à família das Zingiberáceas e é originária da Ásia (Índia e Indonésia).

Da raiz seca e moída, obtém-se um pó amarelo, conhecido por açafrão, uma especiaria, bastante utilizada na Índia. Como se trata de uma planta nativa da Índia, é também conhecido por “Açafrão da Índia”.

Mas, a nomenclatura utilizada para designar esta planta, não fica por aqui, esta especiaria é também conhecida por “Açafrão-da-terra”, “Açafroa”, “Gengibre-amarelo”, “Curcuma”, “Curcumina”, “Turmérico” e “Raiz-do-sol”.

Na antiguidade foi muito utilizada como corante natural, devido à sua cor amarela e também como calmante, para a dentição infantil.

Atualmente, o açafrão é muito utilizado na culinária, nomeadamente, na confeção de alguns pratos de exóticos, tão peculiares pela sua coloração amarela e pelo sabor picante que este condimento lhes confere.

Na medicina chinesa é utilizado como remédio para a icterícia, pois segundo algumas pesquisas, mostra-se bastante útil no tratamento de problemas digestivos e hepáticos.

As suas aplicações na medicina são bastantes, funciona como fluidificante do sangue, contribui para diminuir os níveis de colesterol sanguíneo, entre muitas outras, que irei descrever neste artigo.

Constituição do açafrão:

  • Vitaminas – Vitamina C e Vitamina B6;
  • Minerais – Potássio, Ferro, Manganês, Cálcio e Magnésio;
  • Curcumina – o seu enorme valor medicinal deve-se à existência deste composto polifenólico, denominado curcumina, que além de lhe conferir a sua forte coloração amarela, apresenta um enorme poder anti-inflamatório e antioxidante, o que explica a baixa incidência de doença de Parkinson e de Alzheimer, observadas na Índia.

A Curcumina reúne vários benefícios medicinais que merecem ser destacados e que fazem do açafrão um superalimento:

  • Ação antidispéptica, combatendo a má digestão, estimulando a secretina, a gastrina e o bicarbonato no pâncreas, que ajuda o pH gástrico a manter-se estável. Além disso, exerce um efeito muco protetor, que previne úlceras induzidas por estresse;
  • Ação colerética, aumentando a quantidade de bílis segregada pelo fígado, que fica armazenada na vesícula biliar;
  • Ação espasmolítica e hepato-protetora, prevenindo espasmos gastrointestinais e problemas no fígado;
  • Funciona como um antioxidante, neutralizando os radicais livres, que provocam danos celulares;
  • Previne o aparecimento de doenças neuro-degenerativas, como o caso das Doenças de Parkinson e de Alzheimer;
  • Comporta-se como um anti-mutagénico, prevenindo mutações induzidas por radiações UV (radiação ultravioleta);
  • Comporta-se como um anti-inflamatório, de efeito comparável ao de muitos analgésicos e com a vantagem de não produzir efeitos colaterais;
  • Melhora a resposta hipolipidémica, diminuindo a oxidação do colesterol e evitando assim o desenvolvimento de aterosclerose e de outras patologias cardíacas;
  • Previne a aterosclerose e o aparecimento de trombo embolismos;
  • Contém propriedades, como anti-agregante plaquetário;
  • Auxilia no combate à diabetes, contribuindo não só para reduzir os níveis de glicose no sangue, como também para melhorar a resistência à insulina;
  • Favorece o emagrecimento, pois inibe a produção de gordura no organismo (lipogénese);
  • Mostra-se eficaz na prevenção e tratamento da depressão, uma vez que contribui para a elevação dos níveis de neurotransmissores, que são muito importantes para a sensação de bem-estar;
  • Possui atividade antibiótica;
  • Possui atividade antiviral e antibacteriana, mostrando-se eficaz no controlo da acne.
  • Possui atividade antiparasitária;
  • Funciona como um agente anticancerígeno, protegendo as células da ação dos radicais livre, inibindo a síntese de proteínas envolvidas na formação de tumores e favorecendo a apoptose de células cancerígenas. Muitos estudos realçam a importância da sua atividade anti-tumoral, mostrando a sua utilidade tanto na prevenção, como nos tratamentos do cancro;
  • Manifesta capacidade inibitória na replicação do vírus VIH, como demonstram alguns estudos;
  • Ajuda a prevenir e a evitar intoxicações alimentares, uma vez que combate a Salmonela, uma bactéria responsável por esse tipo de patologia;

Contraindicações do Uso de Açafrão

  • O açafrão está contraindicado durante a gravidez, uma vez que em doses elevadas é considerado como um abortivo;
  • É contraindicado durante o período de amamentação;
  • Está contraindicado para crianças, com idade inferior a 4 anos de idade;
  • Está contraindicado em situações de alergia a esta especiaria, embora sejam raras;
  • O consumo de 12 a 20 gramas de açafrão é considerado tóxico, ou mesmo letal para adultos.

Alguns estudos demonstraram que a ingestão diária de doses inferiores, cerca de 200 mg (0,2 gramas) de açafrão, não produziam efeitos negativos.

Como consumir Açafrão

O Açafrão deve ser consumido com regularidade e integrado num regime alimentar adequado.

Este poderoso condimento pode ser utilizado em pães, bolos, bolachas, sopas, omeletes, para temperar ovos cozidos, pratos de carne ou de peixe, legumes, molhos para saladas ou qualquer outro tipo de molhos.

Para aumentar a sua biodisponibilidade, devemos associá-lo a pimenta-do-reino ou pimenta preta, pois assim conseguiremos uma maior absorção dos nutrientes que o compõem. Também o podemos associar a gengibre ou a gorduras boas, como o azeite, por exemplo.

Antes de conhecer as suas valiosas propriedades não consumia açafrão, pois os pratos exóticos, à base de caril nunca foram do meu agrado. Atualmente as coisas mudaram e consumo-o diariamente.

Normalmente preparo Mel Dourado: Num frasco de vidro, coloco 300 gramas de mel caseiro e adiciono 1 colher de sopa de açafrão em pó e 1 colher de sopa de gengibre em pó. Envolvo tudo e, diariamente, ingiro 1 colher de chá deste preparado.

Conclusão

O açafrão apresenta enormes potencialidades e uma extensa lista de benefícios, apresentando-se como o mais potente anti-inflamatório que a natureza possui, melhorando desta forma o funcionamento de qualquer órgão do corpo humano.

Atualmente, praticamente todas as doenças degenerativas estão relacionadas com processos inflamatórios, e é por isso que esta poderosa especiaria pode ser tão vantajosa para quem padece de tais patologias.

Podem questionar-se se não será mais fácil comprar um medicamento anti-inflamatório na farmácia, mas já sabem que a minha resposta é NÃO…

Sempre que ingerimos um medicamento, ele representa uma molécula estranha para o nosso organismo, provocando efeitos secundários em diversos órgãos, como no estômago, intestino, fígado, rins, entre outros!

O açafrão é um anti-inflamatório que a natureza nos oferece, bastante económico, fácil de adquirir em qualquer hipermercado e que não produz efeitos colaterais, quando ingerido de forma controlada… Todos estes motivos são mais que suficientes para o aproveitarmos da melhor forma!

Temperem a vossa comida com açafrão, pois dessa forma vão poder aliar saúde e sabor.

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Termino com uma citação: “Que o seu remédio seja o seu alimento, e que o seu alimento seja o seu remédio.” (Hipócrates)

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